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Tudo depende do ponto de vista!

  • Foto do escritor: Gustavo Engelmann
    Gustavo Engelmann
  • 22 de nov. de 2021
  • 4 min de leitura


Você já sentiu que seus pensamentos, emoções, julgamentos, críticas e reações eram “mais fortes do que você”, quase que “automáticos”?


Por exemplo, você já viveu uma situação em que conheceu alguém novo e odiou aquela pessoa, mas depois de um tempo viu que ela era bem legal, na verdade? Ou então passou por uma experiência que, no momento em que viveu, a qualificou como “péssima”, como um término de relacionamento por exemplo, mas depois conseguiu ver as coisas por outro ponto de vista, e acabou entendendo que aquilo que foi vivido era extremamente necessário para o seu crescimento e evolução?


Nossa mente vive passeando entre os extremos opostos, pulando de um lado para o outro, como macacos pulando de galho em galho. Sem nem ao menos perceber, vivemos julgando, qualificando, e buscando “organizar” nossas experiências a partir da nossa verdade e do nosso ponto de vista.

Mas de onde veio essa verdade e esse ponto de vista?


Nossa mente faz isso de uma forma automática, independente e inconsciente, pois para ela o mais importante é se manter na zona de conforto, que busca sempre nos manter em segurança, confortáveis e estáveis. Mas nem sempre ela sabe o melhor caminho para se alcançar isso.


O que é bom para mim pode não ser bom para você. Nem sempre o que é agradável para mim será agradável para você. Cada um tem seu caminho, sua verdade e seu ponto de vista individual sobre tudo o que acontece na vida, e enquanto não entendermos qual é a base desse ponto de vista, fica muito mais difícil não cair no julgamento, na crítica, no preconceito e no distanciamento de outras verdades, que podem até mesmo vir a se tornar parte da nossa própria, no futuro, quando aprendermos a se abrir para a vida.


Proponho algumas reflexões para que você responda por aí:


O que faz com que uma experiência vivida por você seja boa ou má?


O que faz com que uma atitude ou escolha sua ou de outra pessoa seja certa ou errada?


O que faz com que alguém seja importante ou irrelevante, bonito ou feio, agradável ou desagradável para você?


Sabe o que essas coisas têm em comum? Todos os conceitos e padrões que classificam essas experiências foram construídos e se mantém vivos aí dentro de você, mas não foram, necessariamente, formados por você ou pela sua verdade.


Habitamos um mundo permeado pela dualidade: dia e noite, luz e sombra, homem e mulher, ying e yang...isso é um fato.


Nosso “padrão de fábrica” é viver passeando entre as polaridades dessa dualidade, sempre caminhando entre o ódio e o amor, o prazer e o infortúnio, o apego e a aversão, e o caminho do autoconhecimento é o único que pode diminuir a amplitude dos movimentos que nos distanciam do centro, que passamos inúmeras vezes ao longo da vida sem nem se dar conta.


Muito se fala em buscar o equilíbrio, encontrar o caminho do meio, buscar a equanimidade..., mas será que é só isso? Será que é só chegar lá e pronto?


NÃO!


A vida é dinâmica. Ela acontece a todo momento, tanto do lado de dentro quanto do lado de fora, em constante transformação e movimento.


E dentro desse movimento, quem busca a perfeição ou então parar no centro e no equilíbrio, está fadado ao fracasso. Precisamos mesmo é aprender a fluir e se permitir ser uma nova pessoa a cada novo dia, a cada novo aprendizado e a cada nova experiência.


Poder fazer escolhas diferentes das de ontem, no dia de hoje, é a verdadeira liberdade. Quem se distancia ou renega essa possibilidade escolhe se manter preso a algo que não tem forma, cor ou movimento, mas é pesado e torna cada passo do caminho muito mais difícil.


Aposto com você que sua verdade de hoje muito provavelmente não é a mesma de 5 ou 10 anos atrás. Na verdade, talvez não seja nem a mesma de 1 dia atrás.


Somos seres em evolução, e o conceito de “evoluir” também se aplica ao nosso ponto de vista em relação à própria vida, às nossas próprias experiências. A evolução nos pede que sejamos e façamos diferente. O que tem te impedido de evoluir?


Quando nos fazemos reféns da inconsciência, sem buscar entender de fato o que e quem construiu e fez com que nossos pontos de vista sobre as coisas fossem do jeito que são hoje, viveremos limitados, como ratos presos em gaiolas correndo sem sair do lugar.


Se a sua resposta foi positiva para a pergunta que te fiz no começo desse texto, será que o objetivo é o controle dessa mente ou a compreensão dela?


A aplicação disso na vida acontece quando percebemos que estamos deixando de viver e experimentar coisas por conceitos criados por outras pessoas ou por nós mesmos em um passado que não existe mais, por exemplo.


Acontece quando percebemos que uma verdade que nem é nossa nos guia e nos direciona para um caminho que talvez nunca tenha sido o nosso, mas sim dos nossos pais ou tutores.


O que construiu sua verdade? Será que você já se permitiu reavaliá-la? Será mesmo que a verdade dos seus pais, familiares e meio social é a mesma que a sua?


Tudo depende do ponto de vista, mas afinal, qual tem sido o seu em relação a si mesma, seu próprio caminho e sua própria vida?


Sem entender o princípio, viveremos em sofrimento ao longo do meio e do fim da jornada.


Se você ainda não faz ideia de por onde começar essa compreensão, o Pilar da Identificação é uma ótima maneira de começar essa nova jornada.


Você pode alcançar e é merecedora de tudo o que quiser em sua vida, mas qual será o seu ponto de vista em relação a essa afirmação?


Com amor,

Gustavo Engelmann

 
 
 

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