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Você é seu maior inimigo...

  • Foto do escritor: Gustavo Engelmann
    Gustavo Engelmann
  • 9 de jun. de 2022
  • 3 min de leitura

Você é seu maior inimigo, mas só se você quiser.


Desde a primeira vez que li essa frase, pensei: “eu não quero ser”, e acredito que assim como eu, você também não deseja que o maior obstáculo da sua vida seja você mesma.


Mas qual será o caminho capaz de levar para essa nova realidade?


Eu já logo te respondo: reconhecendo os passos que te levaram até esse lugar.

Acredito que ninguém nesse mundo gostaria de ser o próprio algoz, ainda assim, está para nascer uma pessoa que nunca tenha sofrido ao passar por um momento de autojulgamento, automartirização ou pela falta de autoperdão e amor-próprio.


Me lembro que foram alguns anos de atenção plena para não me xingar de “burro!”, ao fazer algo que me levasse a um erro besta, como derrubar algo e sujar o chão ou martelar meu próprio dedo.


Desde a escola aprendemos a competir por atenção, reconhecimento, valorização, pertencimento e outras tantas necessidades comuns a todos os seres humanos. O único problema disso é que ninguém nos ensinou que essa competição nunca terá fim enquanto escolhermos permanecer competindo com todos ao nosso redor.


Quando falamos de autojulgamento, por exemplo, é extremamente importante olharmos para as raízes que sustentam e nutrem esse hábito/padrão que tanto atrapalha o caminho de quem quer viver com mais prazer, satisfação e autoconfiança.


“Quais são as expectativas que meus pais depositam em mim desde que nasci e vivo me esforçando ou sofrendo para atender ou me libertar?”


“O que e como acredito (ou me fizeram acreditar) que eu preciso ser, para ser amada, reconhecida e valorizada?”


“O que preciso conquistar ou aonde preciso chegar para ser alguém na vida?”


São muitos os passos a serem dados e muitas as perguntas a serem feitas, e o mais interessante de tudo é que as respostas já estão aí, permeando toda a sua vida.


O autojulgamento surge quando não somos bons o suficiente, resilientes o suficiente, belos o suficiente, habilidosos o suficiente, inteligentes o suficiente, capacitados o suficiente, e tantos outros “suficiente” ..., mas isso tudo em relação a que ou a quem? Para provar o que, a quem? Para ter a admiração e respeito aonde e de quem?


Não existe julgamento sem comparação.


Bom ou ruim, melhor ou pior, superior ou inferior... a eterna dualidade que faz o mundo em que vivermos ser o que ele é, também habita por aqui. Um dos pilares de sustentação mais fortes da cultura do julgamento, seja ele interno ou externo, é o ato, na maioria das vezes inconsciente, de se comparar.


Por isso, vou listar aqui 3 passos que me ajudaram muito no meu caminho, e que você pode dar HOJE na sua vida para quebrar esse ciclo vicioso que tanto te atrapalha a caminhar e que tanto distorce sua visão sobre si mesma:


1 – Reconheça com quem você está se comparando.


Pode ser a prima que passou no concurso público, a influenciadora digital que teve filho a 2 meses e já está sarada de novo, a família de Instagram que viaja pelo mundo vendendo a ideia de que vive uma vida perfeita...reconhecer com quem você está se comparando é essencial para dar o segundo passo.


2 – Reconheça a posição que você se coloca quando se compara e se julga.


Saber a diferença entre amor-próprio e falta de humildade é libertador. O que você diz para si mesma (e talvez até para os outros) sobre si mesma quando conquista algo de valor? Quando valorizam algo que você fez, qual é a sua primeira reação? Você também tem qualidades ou são só defeitos? O que te impede de se orgulhar das suas conquistas?


3 – Valorize o que construiu.


Cada um tem seu caminho, já repeti isso 1 bilhão de vezes, e pretendo repetir mais 1 bilhão. Enquanto perde tempo olhando para o que os outros já construíram e focando nas vitórias alheias somente para se diminuir, você perde uma das maiores oportunidades da sua vida, que é focar no que realmente importa: você. Eu te desafio, a partir de hoje, a olhar e reconhecer uma vitória sua para cada vitória alheia que você celebrar (ou invejar).


Autoaceitação, amor-próprio e valorização pessoal são de extrema importância para sair do ciclo do autojulgamento, mas elas só serão realmente alcançadas quando você se permitir se libertar das expectativas daquilo que esperam que você seja e principalmente aceitar aquilo que você quer ou não ser e conquistar na sua vida. Isso é liberdade.


Enquanto não for capaz de reconhecer, aceitar, valorizar e amar o caminho que você escolheu, e segue escolhendo diariamente, trilhar na sua vida, viver ela continuará sendo um grande desafio pessoal para você.


Existem algumas ferramentas capazes de te auxiliar nessa desconstrução, e se pudesse recomendar uma, eu recomendaria o Pilar da Transmutação.


O rumo para o primeiro passo eu já te dei, agora é caminhar.


Sempre com amor,

Gustavo Engelmann

 
 
 

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