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Dia Mundial do Veganismo

  • Foto do escritor: Gustavo Engelmann
    Gustavo Engelmann
  • 2 de nov. de 2021
  • 3 min de leitura

Celebrar a possibilidade de podermos alcançar autonomia e liberdade alimentar e “sair do automático” quando o assunto são nossas escolhas diárias.


Essa foi a minha comemoração no dia de ontem.


No dia 1 de novembro é comemorado o Dia Mundial do Veganismo, que muito além de celebrar uma escolha alimentar individual, mas que afeta diretamente o coletivo, na minha opinião é uma oportunidade de vibrar pela vida e por um mundo onde, no futuro, a violência não faça mais parte do nosso prato.

Longe de querer aparecer, ser diferentão ou do contra, assim como me diziam lá em 2012 quando comecei a dar os primeiros passos nesse caminho, para mim, tomar essa decisão é honrar a possibilidade de se poder fazer melhores escolhas pela minha própria saúde e pela minha própria vida, sem mais me submeter a conceitos já a muito tempo ultrapassados e que já não fazem mais nenhum sentido para minha verdade.


O veganismo me lembra todos os dias de que somos de fato, um resultado das nossas escolhas, e que se estamos saudáveis ou doentes, essa responsabilidade na maioria das vezes é toda nossa.


Mas não por isso estou aqui para questionar a verdade do outro e suas escolhas, afinal, cada um tem seu caminho. Essa qualidade de vida é sobre olhar para si mesmo e se perguntar: “estou sendo amoroso comigo e com meu corpo em cada uma das escolhas diárias que faço em minha vida?”.


Ontem celebramos a oportunidade de um novo olhar, que pelo menos na minha vida, me ajudou a resgatar toda a amorosidade na escolha, no preparo e no consumo do alimento, que a muito havia ser perdido na minha família.


Escolher esse estilo de vida me levou para um lugar onde pude reconhecer que muito mais do que o prazer momentâneo do encontro entre a comida e meu paladar, existem processos invisíveis aos nossos olhos, e que podemos escolher olhar ou virar o rosto e fingir que nada está acontecendo.


Não por acaso, dizem que comer é um ato político. Eu concordo com isso em todos os níveis.

Nós, como seres interdependentes, precisamos o quanto antes entender que nossas escolhas afetam nossas vidas, mas também a de muitos outros seres humanos, animais e também da natureza, e que está nas nossas mãos determinar o mundo que teremos daqui a alguns anos.


Hoje o prazer que encontro na comida é outro do que experimentava até os meus 22 anos. O que me nutre também hoje em dia é a satisfação de saber que me alimento de vida, que renasce com um pouquinho de água, sol e terra, nada além disso. É a alegria de saber que dentro da minha verdade e possibilidade, faço o melhor que posso nesse momento não só por mim, mas pelo todo.


E pensando nesse todo que digo com convicção, o movimento vegano é a favor da vida. Não só dos animais ou de quem caminha por esse caminho, mas também da sua e de todos os seres sem exceção, e assim busco seguir meu caminho.


Na direção de Ahimsa, que é o conceito da “Não Violência” tão falado no budismo, hinduísmo, jainismo e no veganismo, a vida tem me ensinado que enquanto inconscientes, nos violentamos diariamente através de produtos alimentícios ultraprocessados, altamente industrializados e totalmente distantes do que um alimento deveria ser.


Mas basta uma centelha de consciência para começarmos a observar o que colocamos na mesa, no prato e em nosso corpo. Como em um passe de mágica, seja pelo pilar da saúde, dos animais, do meio ambiente, da consciência social ou de tudo isso junto e misturado, uma nova construção começa dentro do seu ser.


Tudo tem o seu momento, tudo tem o seu processo. Sem pressa, mas com comprometimento, eu realmente acredito que o caminho natural é que sejamos cada vez mais ovelhas verdes em meio às nossas famílias, amigos e meio social.


No dia de hoje, celebro cada sementinha plantada em cada coração, e celebro também as que ainda estão por vir. Uma escolha tem o poder de mudar o mundo, e se não por todos os motivos que temos do lado de fora e que podem ser vistos nos jornais, revistas e televisão diariamente, como desmatamento, grilagem, queimadas e afins, que tal reconhecer os pedidos que vem do lado de dentro?


Cada um tem seu caminho, mas nunca é tarde para repensar o seu.


Com amor,

Gustavo Engelmann

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